Quinta-feira, Abril 28, 2005

My latest (and last) post

Good-bye, kids!

Espaço Cultura IV

Ora como prometido hoje nesta aula de cultura vamos falar de Roma...
Ora vamos lá:
A REPÚBLICA ROMANA
Roma foi fundada por Rómulo e Remo, duas crianças que tinha sido chocadas por uma loba.
Os Romanos tiveram de fazer numerosas guerras antes da Itália se tornar numa península.
A primeiro opô-los aos Sabinos, a quem tinham catrafilado as mulheres.
Entre os heróis dessas guerras, citemos Horácio Cocles, que ganhou este apelido num combate em que perdeu um dos olhos: de pé em cima de uma ponte a repelir os inimigos. Mais tarde, os Romanos substituíram os soldados por gansos: comiam menos e gritavam com mais força. Foi graças aos gansos que o Capitólio foi salvo e a astúcia dos Gauleses foi descoberta.
Roma teve de vencer, sem cessar, novos inimigos. Os mais perigosos foram: Pirro, o rei dos Pirrónicos, e sobretudo um general cartilaginoso, Aníbal. este era vesgo, cujo pai se chamava Canibal e que mandava matar os seus inimigos em refinações de crueldade.
Depois de todas essas vitórias e de muitas outras, os Romanos podiam dizer, ao falar do Mediterrâneo: "Nostradamus".
A CIVILIZAÇÃO ROMANA
A sociedade romana compreendia os compatriotas, os plebeus e os escravos que tinham o direito de estar na cidade.
Os plebeus pediam ao Estado pão e ovos. Gostavam muito de corridas de jarros e combates de radiadores.
Os Romanos foram grandes construtores, em especial de igrejas romanescas, de viaduques e de arquiduques. Construíram também vias calçadas, de que a mais célebre é a via láctea.
Os Romanos eram muito supersticiosos; acreditavam nos hóspicios. Quando partiam para viagem, levavam consigo os seus deuses pares.
O FIM DA RÉPUBLICA E O IMPÉRIO ROMANO
Júlio César foi um grande estratagema. Assim, um dia cortou o traseiro dos seus inimigos e atirou-o ao Pó. Conquistou a Gália e afogou todas as revoltas em infusões de sangue.
conquistou também o Egipto, mas, muito desconfiado, recusou-se a entrar na combinação de Cleópatra, por já ser muito conhecida.
Foi assassinado pelos idos de Março e fizeram-lhe funerais com todas as pompas. Octávio e António partilharam entre si o Ocidente e Roma, António com o Oriente e Cleópatra.
Octávio desembaraçou-se em seguida de António e fez-se imperador sob o nome de Augusto.
A sua melhor amiga chamava-se Clemência. No fim da vida retirou-se para o seu mausuléu.
Teve numerosos sucessores, entre os quais Nero, que gostava tanto de corridas de carros que foi reproduzir-se até na Grécia.
E terminamos hoje aqui a aula de hoje espero ter esclarecido qualquer dúvida que tivessem sobre Roma. Até à proxima!!!

Tradição Académica

Tradição Académica, morcego, poi Posted by Hello
Saudações, colegas brloguistas! Para começar em grande, o meu primeiro post vai ser dizer mal do típico estudante universitário! Sempre ouvi dizer que a tradição já não é o que era... por causa da evolução das mentalidades. Mas, em certas instituições, a tradição permanece orgulhosamente igual, portanto algumas mentalidades ainda não evoluiram!Nas universidades deste país ainda se cultiva a chamada tradição académica... apesar do seu conteúdo não ser nada mais, nada menos que puras obtusidades e de servir para demonstrações de poder dos respeitáveis alunos (mais velhos na instituição, claro). Estas demonstrações de poder são, na minha humilde opinião, apenas aplaudidas por alunos que nunca tiveram oportunidade de levantar a sua rica vozinha para defender nada nem ninguém, são apenas uns frustratinhos da vida que se aproveitam dos "bichos" assustados, muitas vezes fora do seu habitat natural, para se afirmarem e se acharem muito bons. O resultado destas tradições académicas, nomeadamente as praxes, é um cenário triste e degradante, em que os "bichos" estão sujeitos a grandes pressões psicológicas e a sessões de gritaria e humilhação! Se assim é, PORQUE AINDA HÁ GENTE QUE SE SUJEITA À PRAXE?!! Normalmente, os mais apanhados nesta "rede" são os tímidos e os de personalidade mais fraca, ou seja, aqueles que não conseguem dizer NÃO e se sentem intimidados pelos gritos e pelo ar respeitável dos seus futuros colegas. Mas há ainda aqueles que nem sonham que se podem recusar e os que sabem e são demovidos por uma série de frases feitas (e por alguns factos, infelizmente), como por exemplo: "Se não fores às praxes vais ser muito infeliz, não vais fazer amigos!" ou "Nós não te vamos obrigar a fazer nada que tu não queiras" ou até "assim não vais poder trajar... e olha que é a melhor sensação do mundo". É no mínimo cómico o discurso que os senhores "morcegos" preparam todos os anos para moer o juízo aos pobres "bichos", mas ainda mais cómico é o facto de acreditarem piamente nele! Segundo eles as praxes são "um período previlegiado de aprendizagem e conhecimento" em que conheces muita gente e te divertes imenso! Agora eu pergunto a esses senhores se para conhecer alguém é preciso ser-se altivo, violento e estúpido(?) Para conhecer e integrar alguém não é preciso berrar-lhe (a não ser que a pessoa seja surda), pintá-lo de cima a baixo, obrigá-lo a fazer coisas como rastejar, rebolar, fazer de louco ou morto ou até cantar hinos sem sentido que o obrigam a assumir-se como estúpido ou coisas bem piores... e no fim disto tudo ainda pensar que lhe fiz um bem enOOOOrme! Se esse alguém for são , de certo não vai querer ver-me nunca mais, mesmo que a minha justificação para o que lhe fiz for a melhor do mundo! Amigos "morcegos", as pessoas "normais", quando querem conhecer alguém, sentam-se, conversam, trocam palavras agradáveis e convites para se votarem a encontrar! SERÁ QUE ESTÃO TODOS CEGOS??? Futuros estudantes univerversitários, se me permitem um conselho, não se deixem levar em balelas, sejam firmes e não tenham medo daquele discurso parvo porque as coisas não são como as pintam: os anti-praxe têm tantos amigos como os outros (pelo menos dos bons e não um monte de conhecidos que não servem para nada) e podem ir a todos os encontros (queima das fitas incluída) porque ninguém vos pode impedir de ir a locais públicos! Para além disto, acredito que se cada vez mais gente se recusar à humilhação ela acabará por definhar e o facto de não se poder trajar poderá deixar de depender da participação nas praxes! Já que o traje é o símbolo do estudante universitário, não é justo que quem é estudante anti-praxe não o possa usar!
Tenho dito!

Ilustração do Chapter Two das "Aventuras Eborensis"

O boi Zé em pleno acto de vandalismo visual(Autor:Chronos). Posted by Hello
Ora aqui temos a representação gráfica do que nós enfrentámos naquele dia. Para aqueles novos leitores que apenas se juntaram a nós agora e não conhecem a história do boi Zé, procurem-na no Arquivo de Abril ("Aventuras Eborensis" Chapter Two). O irmão Odin poderá confirmar o realismo deste desenho... O boi parecia uma metralhadora de caganeira.
I'll be back

Quarta-feira, Abril 27, 2005

Macho Parte II

Ora o nosso irmão Chronos mostrou e muito bem a filosofia do verdadeiro macho; Ora eu tenciono agora mostrar o comportamento do verdadeiro macho. Ora cá vai: Começo por narrar uma situação na qual participei como espectador. Tinha eu entrado no autocarro de manhã, como de costume, para ir para évora quando oiço uma jovem (também frequentadora habitual do autocarro) a perguntar a um Rapaz, "então qué feito da Cristina?". Ora este jovem poderia responder algo como "está constipada", ou "tem sinosite, não tem podido vir", ou mesmo "está constipada", mas não se trata de um Rapaz normal mas sim de um verdadeiro macho por isso esse tipo de expressões não são utilizadas, ao que ele optou por responder "Tá ca gosma!!!". Ora aqui está a maneira como um macho deve responder. Um macho na se preocupa com termos demasiado técnicos ou formais, o "Tá ca gosma" serve para qualquer situação. Em relação à parte afectiva, também o macho tem formas "carinhosas" de exprimir afecto. Ora disso também conheço um exemplo: ia um jovem casal a passear na rua, tão sorridentes que eles iam, mas havia um problema estavam afastados um do outro e portanto o macho decidiu tomar uma atitude. Ele poderia dizer "anda para perto de mim", "chega-te para perto de mim" mas era demasiado banal e o macho queria realçar o quanto ele queria que ela se aproxima-se e como tal soltou um lindo e sonoro "Páaaaaaaquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!". E finalmente chegamos ao tópico de como deve o macho chamar outro macho ou a sua companheira. no que diz respeito a macho a macho, podiam comprimentar-se com um bom "olá tudo bem?" mas deixemo-nos de "mariquices" heis como um macho comprimenta outro "Tão pichas como é que isso tá!", posso também citar um dialogo "Cortaste o cabelo? Ya cortei! Cortezinho à paneleiro hã? Pedi pa cortar igual ao teu!" Isto sim é a "amizade" de um macho. Agora em relação à sua companheira penso que este exemplo que vos vou dar diz tudo. Não venham com amorzinho isto e aquilo chamem pelo nome e da maneira que este macho fez (nesta situação estáva eu e o irmão Chronos) "Pxxxxxxxxxxxttt Mafaaaaaaalda!!!" Ora isto sim é expressar afecto. E fica assim contada a atitude do Macho espero que o irmão Chronos não se importe de ter acrescentado um tópico ao seu artigo. Atenciosamente Odin

Terça-feira, Abril 26, 2005

Dicionário da ti Maria, Tomo II

Bem cambada, aqui têm o tão aguardado tomo II do famosíssimo dicionário da “Ti” Maria, estejam à vontade para usarem estes termos no vosso quotidiano, a “Ti” não se importa.
Segunda entrada:
Encarramiçado – derivado da palavra carramiço, designa usualmente o mau estado de um artigo artesanal de lã, nomeadamente tapetes que se colocam debaixo de cadeiras em frente de mesas de computador. Este termo apenas deve ser utilizado quando o tapete apresentar bastantes carramiços, ou seja, todo o tapete é um enorme carramiço. Não abusar da utilização deste termo senão o resultado poderá ser uma eternidade no Inferno. Não perguntem porquê, a vida é assim!
I'll be back
P.S.: Já agora quem souber o que é mesmo um carramiço comente. Quem acertar ganha uma noite de órgia com a velhinha...

Texto Original

Olá, caros leitores deste nosso blog. Quero aqui descrever uma experiência que eu efectuei com o caro colega Odin no âmbito da tão procurada originalidade perdida. Através de um famoso programa de chat, decidimos elaborar uma pequena história através de um método denominado "ora mandas tu posta de pescada, ora mando eu", ou seja, cada um de nós foi continuando a história a partir do ponto de onde tinha continuado o outro. Convém realçar que esta história foi escrita em improviso logo não está grande charuto, mas não faz mal, é apenas a primeira experiência de muitas e também a primeira colaboração em termos literários! LET THE MADNESS BEGIN...
GUERRA DE CLÃS
Um tigre só serve pra matar e comer hamburgers, come umas borboletas de vez em quando e despacha umas litroses com os amigos. Eram dias felizes, só que um dia as borboletas resolveram sair à rua com cartazes a dizer : COMAM MAIS CARNE DE PORCO! Depois foi a vez dos porcos sairem à rua com cartazes a dizer: COMAM MAS É AS BORBOLETAS QUE É O QUE ELAS GOSTAM! AS BORBOLETAS GOSTAM DE LEVAR NO CU! E foi assim que a eterna guerra entre porcos e borboletas começou. Tenham calma que os tigres ainda aparecem. Mais tarde surgem dois clãs de tigres: os vegetarianos e os carnívoros. Ora, a facção das borboletas começou uma guerra de birrinhas parvas com os porcos: "Aquele porco cheira mal"; "Aquele tem cara de parvo" e os porcos começaram uma guerra biológica, claro. Cada um tem a tecnologia que merece! E então usaram os seus gases nucleares para acabar de vez com as borboletas mas foi aí que apareceram reforços. Os tigres vegetarianos puseram-nas isoladas em estufa para se recomporem dos ferimentos mas passado algum tempo as radiações nucleares dos gases fizeram-se notar em algumas das borboletas começando a cair-lhes as asas. Elas tiveram de ir para dentro de àgua porque só no mar conseguiam evitar as radiações. Então as borboletas submarinas chamam os golfinhos para as ajudarem: "truutu, truutu" Mas na porcolândia, os porcos também obtêm reforços. Só um àparte, os tigres carnívoros juntam-se à horda dos porcos e no mar têm a protecção de achegãs e xixitos. As manadas de xixitos começam a provocar os golfinhos e as borboletas aquaticas: “truutu, truutu" (já estou a imaginar um monte de xixitos todos a gritas “truutu”) As borboletas aquaticas têm que procurar mais ajuda porque os xixitos fazem muito cagaçal e então pedem ajuda às verdemãs que é outro tipo de peixe que faz bastante barulho. Pedem também ajuda ao salmão que é um tipo de peixe mais tímido mas é bom em cenas de serviços secretos. Com um bruto exército as borboletas decidem atacar o exército porco. Depois de uma longa viagem, finalmente chegam ao reino da porcolândia. Só que antes de entrarem na fortaleza têm que atravessar o rio Nojento e é aí que aparece um inimigo que as borboletas não estavam à espera de encontrar: bacalhaus sedentos de sangue e algas peganhentas! Os bacalhaus, com o seu cheiro caracteristico a pachacha, atacam em força as verdemãs que ficam vermelhas, transformando-se em romãs, e fogem! A fuga das romãs é interceptada pelas algas que têm instintos caninos, logo, atacam em grupo e exercem uma pressão enorme nas romãs cristalizando-as. Os porcos com o seu riso maligno (Muahahahaha!) por sua vez atacam os golfinhos mutantes da costa da caparica (são os aliados das borboletas) que ajudam as romãs comendo as algas e, no meio da confusão um salmão, consegue infiltrar-se na fortaleza Porco para trazer novidades à rainha das borboletas. De volta à batalha, os bacalhaus resolvem interferir na batalha de novo mas são interceptados pelos tigres vegetarianos. Os tigres vegetarianos não sabem como deverão atacar os bacalhaus sedentos de sangue e enquanto eles pensam numa solução os bacalhaus preparam-se para atacar os nossos tigres heróis. Com as barbatanas apertam os tomates aos tigres larilas (larilas=vegetarianos), estes como não curtem bacalhau à braz, preferem ficar com as "azeitonas" e dão à sola. Então em resumo: restava no exercito das borboletas as romãs, os golfinhos, os salmões (um salmão que se infiltrou para espiar e trazer novidades à rainha), e os tigres vegetarianos cavaram. Com o barulho dos xixitos, o guarda porco do portão porco não ouviu o salmão entrar por um buraco da fechadura porca. Quando conseguiu entrar, o salmão rodou a chave porca e abriu o portão porco. A porta porca abre-se, as borboletas entram, os golfinhos entram e... Entretanto no salão do trono porco, o líder dos tigres carnívoros diz que os seus soldados têm fome. O porco diz que não é hora para comer e despacha-o para o campo de batalha. O tigre não gostou da atitude do porco ainda mais quando ele se estava a empaturrar em comida à frente do pobre tigre esfomeado e é aí que os tigres resolvem interceder na batalha a favor das borboletas. Como os tigres vegetarianos tinham basado as borboletas estavam em minoria. Os salmões estavam a dar nos bacalhaus que não os tinham ouvido chegar. Os golfinhos gritavam aos ouvidos das algas mas aquilo não ia durar muito tempo porque as algas foram buscar raminhos de salsa pra pôr nos ouvidos. Os bacalhaus é que coitados continuavam a levar nas brasas dos salmãos. Perceberam? Bacalhau á braz – brasas! Nisto, os vizinhos do castelo porco acordaram: os carapaus de corrida começam a ouvir qualquer coisa vinda da casa do lado. “Que merda é aquela, Maria de Corrida?” “Não sei, Manel de Corrida!” “Nós os de Corrida não gostamos que nos chateiem. Vamos lá ver o que se passa, senão ainda tenho de chamar a bófia, os cavalos marinhos!” O Manel e a Maria de Corrida foram à janela e ao verem aquela balbúrdia decidem então chamar os cavalos marinhos. Três anos depois (mas que rápidos que foram!), os cavalos lá chegam ao local do conflito e sem querer ouvir explicações decidem prender todo o elenco daquele cenário violento. Ora ficou a choldra cheia de porcos, borboletas, tigres (só carnívoros), salmões, bacalhaus, romãs, algas, golfinhos. Então no meio daquela amálgama de guerreiros, de corpos a roçarem uns nos outros, de algas a esfregarem-se em bacalhaus, de feromonas misturadas com sabe-se lá o quê, de barbatanas a espetarem-se em listas amarelas e brancas, de... já chega, surge um romance que ninguém esperava: a rainha borboleta chega ao pé do rei porco “Epá desculpa lá toda esta guerra não fiz por mal.” E o rei porco responde: “Não faz mal eu até gostei, tá fixe! Queres que te pague uma bifana?” A borboleta aceita mas não sabe no que se meteu. O porco pede um hamburger pra ele e, nisto, o ecrã do PC fica cheio de ketchup e mostarda que impede de prosseguirmos a história nos próximos minutos. Agora fazemos um intervalo para o gajo se limpar porque ele só se limpa no fim. Bem, como ele já acabou de comer e já se limpou vamos retomar a história. O rei porco convida a rainha borboleta pra ir ao cinema. Eles vão e ele começa a comer pipocas mas não as partilha. A rainha borboleta dá-lhe uma estalada e ganha a guerra e vivem felizes para sempre: ela com os seus peixinhos e ele com os seus hamburgers. ‘Tá fixe?

Segunda-feira, Abril 25, 2005

A Posta Posted by Hello

Como andam todos numa de "Postar".....Apresento-vos a unica, a verdadeira, " A Posta". Não foi fácil convencê-la a posar no nosso blog. Penso que deveriamos de a saudar pois é uma honra termos " A Posta" entre nós...

Ainda não consegui encontrar a minha originalidade, ajudem-me por favor...

Para Os Pequenitos II

Então meninos estão prontos para mais uma história do avó Odin???? Ora cá vai: Um dia, um pobre velhinho estava a andar de bicicleta pelo campo. Todo contente, lá ia ele, como um menino que acabara de receber um brinquedo novo. De repente, um nevoeiro cerrado se instala; E assim, o pobre velhinho, como não podia ver nada pedalou em direcção a um penhasco e começou a cair. Durante a queda o velhinho pensou: Ehhhh! Foda-se deixei a televisão ligada em casa!!!!!! Moral: Para morreres descansado, não deixes coisas ligadas em casa.

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa

Capítulo V Posta 10 Chegou a S. Bartolomeu logo pela manhã. O casaco protegia-o do fresco que ainda flutuava. Sentou-se numa esplanada ali para os lados do cemitério e tentou pôr os seus elementos em ordem. As coisas não andavam muito claras ali, naquela pequena vila do interior. Quem diria? Agora que estava quase a reformar-se é que o chefe o tinha desterrado para aquele cú de Judas, sem saber muito bem em que ponta teria de pegar para começar a desenlear a meada. Ah! Belos tempo em que a Judiciária era considerada uma polícia de elite, com detectives a darem formação aos gajos da Scotland Yard. Agora, mesmo a ele, só davam questões menores para resolver. Mortes na província. Amores mal resolvido. Sexo e vinho tinto… Bah! Como estava enganado o Inspector Pascoal. “Ora, vejamos…”- pensou, tirando um bloco de notas do bolso. “O Coronel Vitoriano morreu em pleno… acto (não devia ter sido muito má, esta morte) no seu apartamento em Lisboa e o corpo foi parar ao depósito de Lixo Municipal, assassinado por Esmeralda, amiga de Rui Milícias. Esmeralda era amante do advogado Stalemar Donatelo Ratzinger, que era, segundo constava, filho do Cardeal do mesmo nome - com um alto cargo no Vaticano e grande preferido para suceder a João II - e de mãe incógnita (por enquanto). Ainda de acordo alguns elementos já disponíveis, Esmeralda também dormia com o Cardeal José Torcato, recentemente assassinado, não se sabe por quem. O advogado era adversário político do Coronel, ambos concorrentes às próximas autárquicas, e era amante de Carmela, sua secretária estagiária desde que começara a colaborar no jornal O Bartolomense. A sua incapacidade de lidar com os computadores e a necessidade de uma mulher constantemente de joelhos junto a si, levara-o a contratar a espanhola. Carmela, nascida em Salamanca e a viver em S. Bartolomeu há muitos anos, por motivos que ninguém conhecia, era irmã de Enrique Muerte-Blanca, de espírito vingativo, facilmente exaltável e… inflexível. O tipo, uns anos mais velho do que ela, caricaturista de profissão, morava numa casa não muito longe das novas Piscinas Municipais há mais de trinta anos, era amigo de longa data de uma tal D. Violante, detentora, de acordo com as informações recebidas em Lisboa, de um terrível segredo.” Parou um pouco as suas reflexões para pedir um Sprite. Sabia que, logo de manhã, um Sprite era mais do que um veneno para quem tinha bebido doze (doze!!!) Sprites na véspera, entre amigos, mas era o que lhe estava a apetecer… “Há para aqui muita pergunta a fazer: 1.º - Quem mandou matar o Coronel? 2.º-Por que motivos foi usada Esmeralda nesta missão? 3.º- Como é que ele foi parar ao depósito de lixo? 4.º-Quem matou o Cardeal José Torcato? 5.º -Segundo o mail interceptado pelos serviços, iria o cardeal Ratzinger aceitar o convite de Stalemar, seu filho, e viajar até S. Bartolomeu para o tal encontro? 6.º - E se há um filho e um pai, quem terá sido a mãe? 7-º E o que levava este a exercer chantagem sexual sobre a sua secretária Carmela (que, pela foto disponibilizada pelo arquivo, deve ser boa como o milho!)? 8.º -O que sabia ela que não devia ter sabido? 9.º-E a grande questão, a tal do milhão de dólares, como dizem os camones, era esta: as eleições autárquicas em S. Bartolomeu, com todos os seus movimentos, trocas, convites, partidos e vinganças não seria um meio de esconder algo muito mais tenebroso e de irreversível impacte mundial?” O puzzle estava ainda longe de ficar resolvido e o Inspector Pascoal decidiu que a primeira personagem desta história a sofrer o seu ataque seria exactamente a menina Carmela. Queria confirmar se ela era tão boa como aparentava na fotografia e, já que tinha de começar a investigação, que o fizesse da forma mais agradável.. Arrotou depois de um último gole da gasosa, espantando duas senhoras que se dirigiam ao cemitério vestidas de preto, que olharam para ele com ar incomodado, levantou-se, ergueu a gola do casaco e começou a caminhar. O Inspector, e sem que o soubesse neste momento da narrativa, estava a dar o primeiro passo que iria fazer de S. Bartolomeu uma vila tão conhecida como a própria Cidade Eterna.

"Amizade versus Ódio" por Macho do Arrabalde

Amizade, este termo que só pode ter sido inventado por alguém do sexo feminino, acaba por não estar ligado a qualquer tipo de vocabulário masculino nem a nada que diga respeito ao macho em si. Segundo elas, o mundo deve ser bonito e cheio de amor e amizade... ora machos do mundo, digam-me lá se isto não é ser maricas ao mais alto nível! Mas que foleirada... o mundo não nasceu para ser nem bonito nem adorável! Homem que é homem não conhece a palavra amizade... Homem que chame “amigo”a outro só pode ser “bicha”... E diga-se, as “bichas” são os seres mais repugnantes à face da Terra... ou esperem lá aí, há seres piores, claro, as bichas que são bichas e o admitem! Fogo, mantenham lá as vossas opções sexuais deploráveis para vocês, nós não temos nada a ver com isso. Inda por cima, existem ainda aquelas “coisas” que decidem fazer manifestações para exporem a todo o mundo a sua panuquice! Machos do mundo, se alguma vez um gajo se dirigir a vocês e vos chamar amigo, não hesitem, ele só pode ser gay, preguem-lhe logo um “bife” na fucinheira e se puderem livrem o mundo de tal coisa! Machos, o mundo tem de se livrar da dita “Amizade”! Isto não é para nós, se deixamos isto avançar e espalhar-se por aí, as mulheres vão querer ser nossas amigas, imaginem só como seria?! Se conseguirem imaginar digam-me porque eu não consigo fazê-lo... A palavra amor, por outro lado, pode ser usada pelo macho comum visto que é uma palavra que consegue surtir algum efeito nas fêmeas, dependendo de caso para caso, claro!. Macho que é Macho não conhece a palavra “amizade”, só conhece a palavra ÓDIO!!! Macho que é Macho não tem amigos, só tem pessoas que odeia mais e outras que odeia menos!!!”
Ass: Macho do Arrabalde

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa

Posta (n-1)

O excesso de fumo naquela sala minúscula começava lentamente a atrofiar-lhe os sentidos. Cofiava a barba de forma violenta, quase como se se punisse secretamente de cada vez que arrancava, embora raramente disso se apercebesse, um ou dois cabelos, cujo aspecto retorcido e deformado o enojavam profundamente. Ainda assim, tinha de esperar por Esmeralda, que tinha ido falar com Stalemar logo após o falecimento do Coronel. O vendaval de acontecimentos ainda o perturbava: primeiro, Stalemar tinha ameaçado denunciar Carmela às autoridades se ele não fizesse o que lhe era pedido e, sendo o irmão dedicado que sempre tinha sido, resolvera assassinar o Cardeal; seguidamente, Esmeralda telefonava-lhe de um prédio em Lisboa onde tinha acabado de morrer o Coronel Vitoriano; e, finalmente, tinha aquela desagradável sensação na nuca que geralmente lhe indicava que estava a ser vigiado. Ora, muito embora a morte necessária de D. José Torcato se tinha dado sem que tivesse tido alguma coisa que ver com isso, planeava conseguir usá-la para libertar a sua irmã do domínio forçado de Stalemar, e, para tal, precisava de vergar Esmeralda para que esta o pudesse ajudar. Não será de admirar, portanto, que tenha ficado extremamente ansioso quando esta lhe disse que tinha acabado de contribuir para o falecimento do opositor directo de Stalemar nas próximas eleições, e que precisava da sua ajuda para conseguir sair dali incólume. Era precisamente este alerta que Esmeralda lhe tinha feito assim que chegara ao prédio que tinha despertado o terrível incómodo na nuca e, apesar de não poder, racionalmente, colocar de lado essa hipótese, resolvera não se preocupar muito com isso até saber, concretamente, o que se passava. Levantou-se e começou a descrever círculos cada vez mais apertados em redor da pequena mesa do pub, onde esperava Esmeralda há já mais de meia-hora, pensando que talvez Stalemar tivesse descoberto a relação entre ela e D. José Torcato e decidido terminar ali um dos poucos elos verdadeiramente perigosos que ainda se mantinham entre os dois. Entretanto, Esmeralda começava a convencer o recém-apontado candidato do PVV de que a melhor alternativa seria tentar recolher o apoio do Vaticano e tentar abafar duas mortes irritantemente convenientes e, ao mesmo tempo, perigosas para uma caminhada bem sucedida até ao topo. Ao mesmo tempo, levava-o a crer que tinha sido o irmão de Carmela a assassinar o Cardeal e que poderia, facilmente, descartar-se de qualquer culpa desde que conseguisse provar que Enrique tinha sido vítima dos abusos do pequeno grupo do qual fazia parte D. José e que era orientado e acarinhado por Dona Violante, uma beata enxuta que mantinha um negócio pouco respeitável na aldeola e que comandava, em larga medida, os desígnios divinos naquela zona. Stalemar, estarrecido e particularmente sumbisso às vontades de Esmeralda, começava a crer que tudo tinha, afinal, corrido pelo melhor. O Cardeal tinha sido despachado e a concorrência estava totalmente fracturada ao ponto de não se conseguir entender sobre quem deveria assumir o lugar do Coronel, e, se Enrique assumisse o que se tinha passado na casa de D. Violante há quase 30 anos atrás, só lhe restava imputar à Igreja, sem que Ratzinger o soubesse, o homicídio de Vitoriano.

Domingo, Abril 24, 2005

O Chewbaka silencioso

Não faz muito que conheci uma personagem algo macabra, um jovem que falava com o silencio. De certeza que já conheceram aquelas pessoas que respondem a um "bom dia" com um sorriso, não é nada demais. Mas quando uma pessoa responde a tudo com um sorriso macabro, aí a situação torna-se estranhamente inovadora. - Olá então tá tudo bem? - Chewie: ( Sorri ) - Então e o que andas a fazer? - Chewie: ( Sorri ) - Uhmmm....E a escola tá fixe? - Chewie: ( Sorri ) - Pois.... Tão vá até depois. Esta emocionante conversa ficou aqui... Alguns dias mais tarde, na companhia do meu irmão Odin, entrei em casa e estava lá o nosso amigo Chewie - tão tudo bem? - Chewie: ( sorri ) - Olha este jovem aqui é o Odin, ele é meu irmão - Chewie: ( sorri ) - Odin: Tão tá tudo bem? - Chewie: ( sorri ) - Odin: Tão e que tavas fazendo? - Chewie: ( sorri ) O emocionante Chewie silencioso não é mudo, pelo que eu e o meu irmão Odin percebemos, ele só não gosta de transmitir sons pela boca... Quando encontrarem o Chewie silencioso da vossa vida tratem-no bem, eles são uma espécie em vias de extinção e ainda hoje imcompreensíveis.

Espaço Cultura III

Ora nesta aula de hoje, iremos falar dos hebreus e da Grécia Começemos então a aula OS HEBREUS E O REINO DE ISRAEL O mais célebre dos hebreus chamava-se Moisés e viveu na primeira parte da Bíblia. Foi ele que recebeu o catálogo sobre o Monte Cenis. O verdadeiro fundador do reino de Israel é David, que matou o gigante Engolias. Nessa época, viviam os Profetas. Eram os habitantes da Profecia, pequeno povo muito industrioso. A GRÉCIA ANTES DA CONQUISTA ROMANA Conhecemos a história lendária dos Gregos pela Ilíada e a Odisseia, que contam dramas, cantos e canções de embalar. Um dos heróis foi Aquiles, que sua mãe mergulhou no Styx para o tornar impermeável ás flechas, deixando-o na água até ficar intolerável. Isso não impediu Aquiles de morrer e foi ulisses que entrou em tróia disfarçado em cavalo de pau. As duas principais cidades da Grécia eram Esparta e Atenas. Em Esparta, os jovens eram alistados em bandos. Enquanto estavam na guerra, as suas mulheres tinham filhos. A fim de fazerem muitos, eram treinadas desde a mais tenra idade. Os Atenienses entendiam-se como irmãos , mas deviam obedecer uns aos outros. Usavam um vestuário curto: o peplo. Quando chovia punham-no à cabeça. Atenas e Esparta estavam frequentemente em guerra. No entanto, uniram-se para lutar contra os Persas, vindos da Ciática e que tinham forçado as Termólipas e invadido a Grécia. Felizmente, um chefe espartano, Leónidas, pôs um termo aos pilhas. Entre os gregos célebres, podemos citar Sócrates. Sua mulher Xantipa fez-lhe um dia uma cena porque ele desejava comprar uma bicicleta e ela não queria. O melhor amigo de Sócrates era Alcibíades; mas este, ferido, não pôde impedir o seu amor próprio de passar para o inimigo. Outros gregos célebres: Demóstenes, que era grego de nascença, e Alexandre Magno, que amestrou um cavalo sem cabeça chamado Bicéfalo. Os gregos tinham excelentes artistas. As suas mais conecidas são havemos de Milo e o Apolo do Roverbero. Os Gregos adoravam deuses que viviam na estação Montparnasse. O deus dos ladrões chamava-se Herpes. Devia ser muito eficaz, pois a história imparcial ensina-nos que ao jogarem ás pedrinhas os Gregos mostravam sempre o rei. E por hoje ficamos por aqui esperam pela aula cujo tema será a história de Roma. Adeus, despeço-me com amizade

Aventuras Eborensis Chapter Three 1/2

O que seria aquela água na boca, referenciada na conversa do pobre rapaz, não chegámos a saber, mas o mais provável era que não houvesse nenhum líquido salival excessivo na boca da moça com quem o dito cujo falava. Pobre coitado, a julgar-se muito bom e a mostrar o seu esplendor de manhoso, convencido, e engatatão a toda a população dentro do autocarro, acabou por sofrer algo que provava precisamente o contrário: uma ENORME TAMPA telefónica!
Contudo, quando o motorista se preparava para fechar a porta do autocarro, houve uma moçoila que se lhe dirigiu a correr pedindo-lhe para entrar. Com a moça já dentro do autocarro arrancámos para o nosso destino. Essa mesma moça avançou à procura de um lugar que lhe servisse, e pelo caminho encontrou o nosso cromo do engate:
- Olá, tudo bem? - disse ele com a sua voz de engate, a mesma com que se tinha dirigido à bem pouco tempo à moça do telémovel.
- "Tá" tudo bem... Olha lá, para que é que me mandaste agora um toque para o telémovel?
- Era para saberes onde era a pista... - continuou ele com a sua voz grave de engate.
- Para saber onde era a pista? (...) Com um toque?
- Tinha medo que te perdesses...
E então com o maior, dos mais fenomenais dos desprezos, a rapariga solta um simples e conciso "Ah tá bem". Novamente, o rapaz tinha voltado a levar outra tampa em pleno autocarro, à frente de toda a gente. Por isso, moçoilas de Portugal, quando acharem que estão a ser atacadas por algum espécime masculino asquerosamente parvo soltem um simples mas eficaz "Ah tá bem"... e certamente, e se o rapaz for minimamente inteligente, perceberá a tampa e abandorará a sua missão impossível.
I'll be back

Sábado, Abril 23, 2005

O Estranho Código do Coronel Vitoriano (Vivi para alguns amigos)

Posta 8 Capítulo IV (Continuação) Desligou o telefone, meio atordoado. -Carmela – chamou pelo intercomunicador. -Si, doutor Stalemar… Vou já para aí. -Senhor doutor Stalemar, se não se importa - corrigiu-a asperamente assim que ela entrou. -Ainda estamos na hora do expediente. -Perdón, señor doutor Stalemar. Diga. O que deseja? -Bata-me uma… -Como, señor doutor??? -Bata-me uma carta no computador, e já! -Pois sim… -O local e a data já lá estão. Ora leia. E Carmela, dócil e amantíssima, leu: S. Bartolomeu da Cobra Zarolha, 15 de Fevereiro de 2005. -Faça o favor de escrever o que lhe vou ditar: Eminência Reverendíssima Senhor Cardeal Joseph Ratzinger: Como vai, Herr Kardinal? Por cá está tudo bem, salvo um pequeno problema. Depois de eu ter resolvido a situação do Coronel, o seu colega José parece que foi envenenado. Sei que eu e Vossa Eminência não perfilhamos as mesmas cores partidárias, mas também sei que sou necessário aqui, e agora mais do que nunca. O código do Coronel encontra-se em parte incerta e cabe-me a mim tratar do assunto. Acontece que isto entrou num caos quase incontrolável, agora que D. José morreu. Nem lhe dou isto como novidade, porque aí no Vaticano tudo se sabe, mesmo antes de ter acontecido. Peço-lhe, por isso, que se digne visitar-me de forma discreta, oficiosa, sem guarda-costas, nem padrecos à sua volta. Só Vossa Eminência e eu, meu pai. E, claro, a nossa Esmeralda. Farei questão da sua presença. Mande-me um mail com a resposta o mais depressa possível. Um abraço a Vossa Eminência Reverendíssima do Stalemar Donatelo Ratzinger -E ahora, señor doutor? – perguntou Carmela. -Mande isso por mail para o Vaticano. Depois pode sair. Mas antes de mais nada, venha ter comigo. Ainda não me esqueci do que me prometeu hoje à hora do almoço… -Mas ainda estamos na hora do expediente… -Eu sei, mas também sei que quem manda aqui sou eu. Entendes, Carmela? Vá lá, de joelhos… Vamos lá cumprimentar o “Arcebispo”.

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa

Capítulo IV (Continuação) Posta 7 O PVV (Partido Vermelho Vivo) ainda não sabia no que se tinha metido ao convidá-lo para cabeça de lista. O Coronel, uma séria ameaça ao seu sucesso como político, estava eliminado. O parvo do Cardeal, sem o saber, tinha tirado do caminho de Stalemar o único que lhe poderia fazer frente. Esmeralda continuava a ser a sua amante de sempre, embora, e ele aceitava-o, a tivesse de partilhar com mais dois ou três. Mas a vida era assim. Desde pequeno que teve de partilhar tudo. Partilhava a chupeta com o irmão mais novo, partilhava o penico com a irmã mais velha, partilhava o quarto com o namorado da irmã casada, partilhara a mulher com o padeiro durante anos, enfim, estava habituado a partilhar. Só o PODER, só o poder é que não ia partilhar. Isso nunca. Acabou o artigo de opinião, leu-o em voz alta e concluiu: -Mas que belo artigo! Stalemar, cada vez escreves melhor... Pegou no telefone, marcou um número, esperou uns segundos e disse: -Quero falar com o Cardeal. -Quem quer falar com ele? -É o doutor Stalemar de S. Bartolomeu da Cobra Zarolha -Sua Eminência já não se encontra entre nós. -Foi ao Vaticano? -Não. Foi envenenado.

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa capítulo IV

S. Bartolomeu da Cobra Zarolha, 15 de Fevereiro 01.30h Stalemar continuava no seu escritório a terminar mais um artigo de opinião para o seu Jornal. A noite estava avançada, mas ele não conseguia deixar de pensar nos acontecimentos do dia. " Finalmente chegou o momento! Após estes anos de luta e sacrificios consegui." Sim, o seu momento chegou. O ponto em que finalmente iria sentir o doce sabor do poder, do controlo do destino de outros. Mas acima de tudo esperava de alcançar o respeito, algo que ele nunca durante a sua carreira obteve. Apesar de constantes aparições públicas, inúmeras intervenções e participações em projectos e associações de todas as áreas da comunidade de S. Bartolomeu, as pessoas continuavam considerá-lo um radical, alguém que tomava posições extremas sem analisar as repercussões que poderiam surgir. Acima de tudo era para provar a uma pessoa que era capaz, que era superior. Esmeralda, a maldita! Só para sentir o seu corpo, o seu cheiro, desceu a níveis inimagináveis de humilhações e embaraços em locais pouco próprios para pessoas do seu estatuto. O PVV convidou-o para tomar as rédeas do destino de S. Bartolomeu da Cobra Zarolha. Foi o candidato escolhido. " Vou mostrar a todos como se deve lidar, de punho firme e decidido!"

Estudos no Arrabalde - Parte I

O arrabalde às vezes é um local mesmo muito estranho e a história que se segue é a prova disso mesmo. Estava eu na minha pacata viagem de autocarro para a escola do arrabalde, quando reparo que no lugar ao lado estava um jovem rapaz a escarafunchar o túnel nasal de uma forma bastante entusiasmada. Achei melhor desviar o olhar não fosse o meu pequeno almoço ter um contacto com o exterior, mas no preciso momento em que ia tirar aquela cena repugnante da minha vista que o jovem retirou um fruto do seu trabalho nasal e começou a massagá-lo com os dedos de forma a criar uma pequena bola de muco. Momentos depois chegámos ao nosso destino e seguimos em direcção à escola do arrabalde. Estávamos quase a chegar quando nos deparámos com um habitante do arrabalde que espirrou de uma forma mesmo muito brusca. Nós por acaso olhámos e foi aí que eu vi umas das cenas mais nojentas de toda a minha vida, o respectivo habitante tinha o enorme fio de muco do nariz ao chão. Na luta para soltar o muco do seu nariz o pobre habitante acabou por se enrolar na própria porcaria. Foi já numa aula que me deparei com uma outra cena macabra. Um jovem rapazito passeava em círculos no centro do vasto pátio que estava completamente vazio. Reparei que ele estava ao telémovel e fazia vários gestos enquanto circulava. Voltei a dar atenção à aula e ouvi o professor explicar: - E então como podemos ver temos o exemplo dos insectos : o gafanhoto, a borboleta, as moscas e os gatos. Achei melhor nem dizer nada pois o senhor estava mesmo convicto no que estava a dizer. Foi então que a minha colega do lado me chamou e perguntou se eu queria pôr a pastilha dela no lixo. Obviamente não fui pôr aquilo no lixo e com a preguiça ela decidiu guardá-la numa mão enquanto escrevia com a outra. Subitamente ela errou num exercício que estava a fazer e espetou com a mão na cabeça. Tinha agora a parceira do lado com uma pastilha colada no seu cabelo muito longo, olhei pela janela e reparei que o jovem continuava lá aos círculos no centro do pátio. A solução dela foi cortar o cabelo ali na sala à tesourada, encheu-me a mesa de cabelos e pedaços de pastilha mastigada. Na hora de almoço fomos a um restaurante situado perto do tribunal do arrabalde. Sentamo-nos numa mesa com uma janela mesmo por cima. Já durante o almoço uma criatura repugnante, enrugada e desdentada meteu a cabeça pela janela e começou a gritar: - Ó MENINA!!MENIIINAAAA!! ÓOOO!! Dirigia-se à empregada... A criatura horripilante derepente virou-se e cuspiu para o chão, quando se voltou tinha um resto da sua baba verde no canto da boca, e continuou a gritrar. Foi nesse momento que as minhas entranhas começaram a mexer-se produzindo vomitos. Não consegui comer mais, paguei e saí dali em direcção à escola. Na aula de produção artística uma jovem apareceu sobressaltada à procura do seu lápis. Um bravo colega da minha turma disse que sabia do paradeiro do lápis e explicou-lhe desta forma: - Olha eu vi-o ( o lápis ) a ir naquela direcção com uma toalha às costas.... Por incrível que pareça ela seguiu as suas instruções e foi naquela direcção ver se o encontrava e sentido-se perdida ainda pergunta: - Onde??? Não o vejo?? Nesse momento toda a turma estava estupefacta a olhar para a jovem... Mas uma voz lá no fundo da sala desviou as nossas atenções, era a voz do professor e dizia assim: - Epá!!!! Esta jovem aqui faz uns belos bicos! A turma toda desatou às gargalhadas e envergonhado o professor explica-se dizendo que se referia aos bicos dos lápis... Na viagem de regresso a casa, uma senhora bem vestida de nalguita arrebitada e poleiros de piriquito nas orelhas, atendeu o telemóvel e começou a falar em voz alta: - Que se passa Carlos Maria?? (...) - O quê???????? (...) - Tem calma!!! Esclarece-te !! Ai... Estás a assustar-me...! (...) - Acalma-te Carlos Maria! Ai KÓRRÓRE!! (...) - ACALMA-TE!!! (...) - Mas aonde é que o passarinho está morto??? Reparei que muita gente ria naquele momento à custa daquela nobre senhora. Bem caros leitores, não quero roubar mais do vosso tempo, já demorei demais. Para a próxima há mais.

O Bob (ou Bill, dependendo da zona do país).

Saibam os meus caros colegas que, apesar desta fachada dura e inflexível, sou um gajo sensível. Tanto que, apesar de nada ter que ver com isso, debalde alerto companheiros de farra para os perigos ocultos do excesso de álcool. Não que queira evitar que atinjam o estado sublime que alguns larilas, amaricadamente, apelidam de bebedeira. Nada disso. Pretendo apenas, e tão somente, contribuir para que não se dê um novo desastre ecológico como a queda do meteorito que despachou os nossos antepassados sáurios para a quinta do caralho; desastre esse que teria a sua forma material no rebento resultante da cópula de um jovem estudante de letras alcoolizado com o 'Bob'. Para aqueles que não conhecem o 'Bob'*, será porventura necessário descrever, de forma quase Lovecraftiana, a repugnância indizível que esta abominável criatura desperta num ser humano em plena posse das suas faculdades. Imaginemos, pois então, um emaranhado rubicundo de nervos, músculos relaxados, ossos porosos, pele flácida e líquidos baços e turvos, articulados de forma funcional por forma a constituir aquilo a que, carinhosamente, chamamos 'Bob'. Este conjunto pouco amorável de repugnantes componentes têm ainda a agravante não-matemática de a soma da repugnância de cada elemento individual ser francamente inferior ao asco promovido pela soma dos componentes. Assim sendo, poucos seriam os audazes e intrépidos (leia-se esfomeados) punheteiros capazes de superar esse 'handicap' e mergulhar de picha dura na chicha mole. O problema é quando se embebedam. É sabido que o álcool reduz o sentido crítico até dos mais sagazes (tendo já sido comprovado por vários estudos) e, embora os meus companheiros de farra sejam, sem dúvida, indivíduos lúcidos, elucidados e até inteligentes; não creio terem a força de vontade necessária para evitar o entorpecimento sensorial promovido por Baco, estando portanto, vulneráveis a distorções impensáveis da realidade. É por isto que, sendo eu um gajo porreiraço e amigo da amiga do meu amigo, tento evitar que uma qualquer noite de pagode se transforme numa calamidade mundial, passível de pôr em risco o próprio futuro da humanidade. Sejam conscientes e alertem também os vossos amigos: antes uma punheta mal esgalhada às 3 da matina que uma foda de merda com uma criatura destas. Tenho dito. *Qualquer semelhança com a realidade é totalmente propositada e, se acharem que alguém dos vossos conhecimentos possa ser o 'Bob', então é porque o é. O 'Bob' não é mais que uma personagem-tipo criada propositadamente para se adequar ao tecido social em que cada um de vós se movimenta, não sendo por isso de descartar a hipótese de haver milhares destes seres espalhados por esse país fora.

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa (posta 5)

Valendo-se da peculiar, e antiquíssima, arquitectura do prédio de três andares, situado numa larga avenida lisboeta, Esmeralda decidiu, não sem algum esforço, sair pela janela do quarto e daí para a varanda do primeiro andar, cujo ocupante se encontrava ausente. Teve tempo ainda para, do sítio onde se encontrava, verificar que o irmão Giuliano e o irmão Carlo não estavam sós, tendo deixado um vigia, um tipo de aspecto muito pouco religioso, perto da entrada do prédio, que se entretinha a mandar piropos algo despropositados às jovens estudantes que por ele eram forçadas a passar. Esmeralda, não tendo outra escolha senão ouvir atentamente, percebeu que o melhor que tinha a fazer era tentar esperar que os homens do cardeal saíssem ou arranjar um plano astucioso para conseguir sair dali o mais depressa possível. Assim que se preparava para ordenar ao telefone celular, cujas peculiaridades ainda lhe escapavam, que estabelecesse uma chamada de curta distância para um seu velho conhecido do curso de Marketing do ISCSP, apercebeu-se de um grande alvoroço no andar de cima, cujo significado lhe foi confirmado ao verificar que o 'bulldog' destacado para o trabalho de vigia tinha também entrado no prédio. -Estou, Rui? -... -Olha, preciso imenso de um favor teu. Podes vir buscar-me ao mesmo prédio onde estivemos da outra vez? -... -Eu depois explico.. e recompensar-te-ei. Só mais uma coisa, estou no primeiro andar, e não no segundo, ok? O nosso Vivi mudou de apartamento, e de residência permanente. Depois explico. -... -Ok, um beijo. Adeus. Depois desta curta chamada, Esmeralda sentiu finalmente o seu corpo ainda tenso relaxar um pouco e procurou avidamente uma garrafa de um licor qualquer para retemperar forças, não fosse o Diabo tecê-las.

Enquanto isto, no andar de cima, os dois irmãos e o seu capataz tentavam perceber o que tinha acontecido a Vitoriano, que viam quase como um pai espiritual, já que tinha sido ele o responsável pelo fortíssimo apoio popular que a Igreja local tinha recebido quando o escândalo esteve prestes a rebentar. -Aposto que isto foi obra daquele jornalistazeco de quinta categoria. Estes hereges não descansam enquanto não nos matarem a todos. -Calma, irmão Carlo. Temos de sair daqui o mais depressa possível e relatar o sucedido ao Cardeal, para que sejam tomadas medidas imediatas. -Mas.. e o corpo? -Temos de tirá-lo daqui. Este apartamento tem de ser limpo antes que a polícia o encontre. Envolto no lençol onde tinha gemido pela última vez, o Coronel foi desajeitadamente arrastado pelos irmãos e o seu capataz até ao contentor mais próximo, onde foi despejado não sem algum cuidado, naquilo que foi uma dolorosa despedida para Carlo e Giuliano.

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa (post 4)

Capítulo III Esmeralda ficou sem saber o que fazer, ao ouvir com insistência o toque da campainha. Distinguiu vozes abafadas, mas conseguiu entender umas frases por outras, misturadas com o barulho do trânsito na avenida. -Irmão Giuliano, tem a certeza de que não nos enganámos no andar? -Absoluta, irmão Carlo. Vim aqui a mais de cem reuniões nos últimos três meses. O Chefe tem este apartamento há muitos anos. O sotaque musical daqueles indivíduos não deixava ninguém com dúvidas. E muito menos Esmeralda, que fora uma vez com o cardeal à Cidade Eterna. Eram italianos dos sete costados, estes dois enviados por D. José ao apartamento de Vitoriano Fonte Santa. E queriam, à viva força, ver o coronel. Esmeralda recuou, dirigiu-se à cama onde se encontrava o morto e decidiu o que fazer.

Aventuras Eborensis Chapter Three

Novamente aqui estou eu de volta com mais uma aventura nesta cidade, mas, antes de mais, quero pedir desculpa àqueles leitores que aguardam anciosamente por uma história na cidade em si, mas a maior parte destas histórias acontecem mesmo na rodoviária da dita cuja. Contudo, no futuro aguardem as histórias na cidade, elas hão-de vir.... Acabados de entrar no autocarro, eu e o irmão do costume, deparamo-nos com um autocarro que se preparava para arrebentar pelas costuras devido à enorme quantidade de pessoas que se encontravam no seu interior. Por força do destino ou por mero acaso, descobrimos dois lugares que pareciam iguais aos outros todos do dia comum do passageiro de um autocarro... Contudo, o que aconteceu depois, mostrou-nos que aqueles eram os melhores lugares onde nos podíamos ter sentado naquele dia... Estando nós à espera que o autocarro arrancasse, reparámos num moço que se encontrava sentado à nossa frente (sabemos quem ele é mas não citamos nomes). Este, pega no no seu aparelho que serve para falar com pessoas a longas distâncias e inicia uma conversa algo caricata: - Estou? "tou"? (...) - Não. (...) (É preciso referir que a partir deste momento o moço elevou a voz de modo a que todas as pessoas no autocarro o pudessem ouvir) - Eu ainda não abalei daqui... (...) - "Inda" não abalei daqui...(...) EU AINDA NÃO ABALEI DAQUI!!! (a pobre coitada do outro lado não devia ter lavado os ouvidos de manhã ou assim...) - Então e ontem... sim, ontem... que mensagens eram aquelas? (...) - "Tavas" com água no bico? (...) - TINHAS ÁGUA NO BICO? (...) - "TAVAS" COM ÁGUA NA BOCA? (...) Após este momento, a moça do outro lado terá desligado o telefone na cara do pobre moço engatatão visto que a conversa acabou por aqui... Contudo, acabou a conversa mas não acabou o episódio caricato. Prometo continuá-lo brevemente...
I’ll be back...

Sexta-feira, Abril 22, 2005

O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa

Capítulo II
O morto-feliz, actual candidato à Câmara de S. Bartolomeu da Cobra Zarolha, escolhido pelo PVC, partido com problemas graves de identidade, fizera carreira no parlamento em Lisboa, tendo contado para isso com a influência do cardeal José Torcato, seu companheiro de carteira na sala da velha D. Maria, nos idos anos 30. Juntos foram para a capital do ainda Império, José para o Seminário dos Olivais (fizera a sua passagem por Vila Viçosa e Évora) e Vitoriano para a Academia Militar, depois de servir durante dois meses no exército regular. Duas carreiras distintas, mas sempre um sentimento recíproco que havia de unir os dois homens até este dia. Até ao dia em que Esmeralda acabaria por satisfazer o pedido mais esconso de D. José, cardeal de Lisboa e conhecedor profundo dos corredores mais ínvios e escuros do Vaticano.Os gostos requintados de Vitoriano foram sempre conhecidos do cardeal.
-As mulheres ainda hão-de matar-te, Vitoriano – dizia-lhe quando o militar o visitava no Paço, na capital.
-Não te esqueças que foi uma mulher que te fez cardeal... José Torcato sorriu, mas nada disse.
-Morrer nos braços de uma mulher é o meu maior desejo – continuou Vitoriano. - E se for nos braços da minha Esmeralda, então…
Respeitava esses devaneios – muito mais que devaneios - pela amizade que lhe tinha e, embora não concordando com os lascivos envolvimentos de Vitoriano, acabaria por usá-los para cumprir a missão mais irremediavelmente tenebrosa da sua vida: mandar assassinar o seu amigo de sempre por motivos tão obscuros que ninguém, naquela terra esquecida do Alentejo mais profundo, poderia imaginar. Vitoriano era detentor de um segredo que poderia pôr em causa a eleição do próximo Papa. João II não iria durar muito e o alemão já planeara tudo para assegurar a sucessão. Faltava, no entanto um pormenor. E seria Vitoriano o único que lhe poderia fornecer a chave de todo o segredo.
Jornalistas de televisão e de quase todos os jornais tomaram de assalto a pequena vila de S. Bartolomeu da Cobra Zarolha e desataram a perguntar a torto e a direito se os conterrâneos do coronel sabiam por que motivos teria ele, no dia anterior, aparecido morto, completamente nu, enfiado num contentor do lixo, em frente ao seu prédio, em pleno centro de Lisboa.

O amor entre 'HELDERS'.

Poderá parecer gratuito e/ou ofensivo, mas estou plenamente convencido de que, para se ser HELDER, tem de se ser homossexual (activo). E digo isto consciente das implicações sócio-religiosas que esta situação tem na sociedade portuguesa (e da sociedade eborense em particular), sendo uma questão fracturante e problemática que muita celeuma tem levantado. Ora, em primeiro lugar, é preciso afirmar que a paneleirice dos 'HELDER' só recentemente foi descoberta. Numa das nossas avançadas saídas de investigação social, eu e o colega Odin concluímos que o facto de as rondas serem duplas (constituídas por dois indivíduos distintos e diferenciados) se devia ao facto de o duo constituir um casal de facto (e de pleno direito, não vá algum larilas ofender-se), sendo que os solteiros eram prontamente retirados do trabalho de campo activo e remetidos para clausura e introspecção intensa durante um período de 9 semanas e meia. Esta constatação revelou ainda, porém, que o controlo e coordenação dos grupos avançados de evangelização é francamente deficitário e insuficiente, gerando situações de desconforto e angústia quando os dois 'HELDER' estão amuados um com o outro. Tal verifica-se com alguma regularidade, não sendo, por isso, de desprezar o efeito negativo que os arrufos têm na sua capacidade de trabalho, já que se afastam deliberadamente um do outro (não partilhando o banco no autocarro, por exemplo), anulando uma das suas maiores capacidades: a de convencer outros mariconços de que a pertença ao grupo lhes trará compensações emocionais notáveis e muitas e variadas sessões de sexo rectal em grupo. O manifesto desvio à norma que estas situações caracterizam levam a que cada vez menos pessoas sintam carinho e ternura por estas criaturas, o que leva à segregação e, inevitavelmente, à toxicodependência, à delinquência e, nos casos mais graves, à religião católica. É, por isso, muito importante que alertemos quem de direito sempre que os nossos estimados 'HELDER' estejam de birrinha uns com os outros, para que possamos, lentamente, construir uma sociedade melhor e cada vez mais mariconça. Conto convosco.

Capítulo I (continuação)

Outrora um fiel cumpridor dos desígnios da Santa Igreja, Vitoriano Fonte Santa tardiamente cedeu às tentações pecaminosas, cuja abundância e relevo numa terra como São Bartolomeu da Cobra Zarolha não são de desprezar. A sua infãncia e adolescência foram iguais a tantas outras, cheias de descobertas e excitação, seguindo todos os passos usuais de um filho varão de uma família remediada, os quais, embora contradissessem de forma evidente os ensinamentos eclesiásticos, eram comummente aceites como desejáveis e necessários.
Contudo, depressa o jovem Vitoriano se apercebeu da profunda e enraizada hipocrisia vigente na pequena terrinha, pelo que rumou para o único local onde as regras ainda se faziam para ser cumpridas, rumando para a tropa no vigor dos seus 18 anos, onde cresceu como homem sob rígidas normas de conduta que lhe agradaram sempre pela sua inviolabilidade intrínseca. Serviu o país anos a fio e, aproveitando as liberdades que a sua posição lhe concedia na sociedade civil, desenvolveu gostos requintados e muito característicos que perpetuou mesmo depois de uma passagem forçada à reserva, por via de uma condição de saúde já débil.
Vendo-se incapacitado de fazer aquilo que lhe garantia a estabilidade pessoal e emocional, Vitoriano depressa se embrenhou numa luta férrea pela satisfação das suas pequenas perversões, cuja insaciabilidade cresceu de forma exponencial, embora sempre limitadas assimptoticamente pelas magras compensações que o seu passado ainda lhe garantia. Assim, não demorou muito tempo a perceber que só poderia saciar os seus vorazes e imperativos apetites caso se embrenhasse nas únicas duas actividades legais que lhe garantiam alguma invulnerabilidade: a política e a religião. Compreensivelmente, a facilidade de conquistar as pessoas que lhe era nata levou-o, de forma inevitável, a seguir uma carreira no PVC, já que o percurso religioso era demasiado longo e tortuoso para alguém com a sua experiência de vida.
No entanto, a sua sagacidade depressa lhe fez perceber que, quanto maior fosse o seu grau de envolvimento na comunidade religiosa, mais fácil se tornaria a caminhada política que o esperava, já que, no que dizia respeito à religião, poucos eram os São Bartolomenses que mantinham o discernimento necessário para evitar misturar a água e o azeite. Desse modo, conquistou almas e votos como nunca ninguém o tinha conseguido na região, facto que lhe granjeou amizades múltiplas no aparelho do partido, ao passo que, de forma complementar, a sua acção aparentemente piedosa e eticamente irrepreensível conquistou a estima e o respeito dos sábios responsáveis pela Santa Igreja, que viam nele um aliado potencialmente vantajoso e um peão de extrema utilidade.

Quinta-feira, Abril 21, 2005

Portugal no seu melhor (I)

Foto gentilmente cedida por Al-Mansur Posted by Hello
Acabo de inaugurar aqui um novo espaço: "Portugal no seu melhor". O nome não é original, mas pretende-se divulgar fotos como esta, que reforçem o orgulho de sermos Tugas. Pede-se, portanto, que a partir de agora todos os bloguistas contribuam para a causa. O convite tambem se estende aos "estrangeiros", que poderão mandar as suas contribiuções para o nosso mail: Loki13@sapo.pt
Falando desta obra de arte: ainda está fresca! esta foto foi tirada ainda nem há uma semana algures na baixa lisboeta. Vai uns Joaquinzinhos!? Ou ficamos pelas Maõnzinhas!?
Os tipos dos restaurantes são realmente uns artistas, não é que no mesmo dia deparei-me com outro menu bastante interessante noutro estabelecimento: " A bela da Bifana", " O belo do Caracol", A bela da Sandes", "O belo do Bitoque".
Pronto piadeiros amigos está iniciada a rubrica, e agora começem a contribuir com "as belas das imagens".
P.S: só para dizer que continuo á procura da minha originalidade, tou a ficar um pouco preoucupado

O nascimento de um best-seller

Parentes Bloggistas: Por ver que a malta até tem umas ideias, e tal, aqui começa, dentro de segundos, o maior rival do Código DaVinci, quando, e se, estiver pronto um dia. Preparem-se para ataques vindos Vaticano, da Igreja Ortodoxa Russa, dos Proto-Católicos de Alexandria, dos Judeus, dos Muçulmanos, das Testemunhas de Jeová e dos Adventistas do Sétimo Dia. Ninguém será poupado. Quem pensava poder conquistar o Paraíso verá, depois de ter colaborado neste portento da literatura, todas as portas fechadas à sua felicidade e vagueará em pancas até aos confins dos tempos. Não desperdicemos, pois, em bocas avulsas e, por vezes, sem graça, os poucos talentos que ainda temos e juntemos esforços (e neurónios) no fabrico da história mais fantástica jamais escrita. Que avancem os destemidos! O Estranho Código do Coronel Vitoriano Fonte Santa Capítulo I
De pernas abertas, ainda escarranchada na barriga nua do homem mais famoso do momento, Esmeralda acabava de proporcionar-lhe a última queca da sua existência. Vitoriano Fonte Santa, coronel na reserva, deputado da nação e candidato pelo PVC (Partido Vermelho Claro) à Câmara Municipal da sua terra natal, acabava de sofrer uma síncope cardíaca, provocada pelo orgasmo mais fantástico de toda a sua vida. Ao sentir o membro esmorecer dentro dela, a rapariga deslizou as mãos pelo tronco, que deixara de arfar, passeou-as pela cara ainda morna e regressou ao peito. O coração estava parado. Para sempre. Levantou-se, deixando-o completamente destapado, como lhe tinha sido pedido, agarrou no telemóvel e pressionou uma tecla. Do outro lado atendeu uma voz de homem: -Sim! -Cardeal! A “cerimónia” chegou ao fim. Podem vir buscar o “santo”! -Quais foram as suas últimas palavras? -Estou-me a vir! Estou-me a vir! Silêncio do outro lado. -Não foram muito elucidativas, pois não? -Para mim foram, Eminência – respondeu Esmeralda com um sorriso breve. Ainda estava na sua nudez dos trinta anos. Continuava como se tivesse vinte, apenas – seios firmes, mamilos rosados, um nadinha intumescidos, nádegas desenhadas por um artista inspirado em deusas, cabelos castanhos-escuros com uns laivos de prata. -Eminência – chamou ela. -Sim! -Quando pensa passar-me o cheque? -No momento certo, Esmeralda. Quando tudo estiver esclarecido com o Vaticano. E isso só pode acontecer quando tivermos descoberto o código. Já cumpriste a tua missão. Agora vai-te. Vou mandar três homens da minha confiança para lhe revistarem o apartamento. É preciso descobrir o código com urgência. O Ratzinger já não consegue dormir descansado… Esmeralda desligou. Tomou um duche breve, sem tempo para se apreciar como gostava habitualmente de fazer, vestiu-se e dirigiu-se à porta. A visão de Vitoriano, nu, destapado, flácido, a adquirir uma cor arroxeada, ainda a iria perseguir por longo tempo. Quando se preparava para abrir a porta, alguém tocou à campainha. -Merda! Os homens do cardeal vieram mais cedo. Ficou em pânico. Ela não podia ser vista naquele lugar.

Quarta-feira, Abril 20, 2005

Mas Afinal?

Ora o assunto é o seguinte: Diz o regulamento que o jogador deve ir à bola! Ora este jovem(repare-se na cara do pontapeador; a garra ali implícita) conseguiu não ir a uma mas a duas! E por isso pergunto tendo este jovem feito algo impensável que é conseguir ir a duas bolas, isto deveria ser considerado falta?

Habemus Papam (IV)

Bem, para começar ao convidarem-me disseram-me que isto era um blog sério, já vi que me enganaram, para além de me quererem empalar, enganam-me, mas prontos, olha deixa... Para por um toque de seriedade a isto, quero anunciar que ontem, após ter conhecimento do nome do novo papa fiquei bastante desiludido, angustiado, o cognome do bicho vai ser BENTO??? fogo... sempre sonhei ter um Papa chamado Gaio, Papa Gaio... Acho que vou mandar uma carta ao Vaticano, alguem quer subscrever?

Procura-se

No passado dia 31 de Fevereiro, fugiu de sua casa, o farrusco, é um pequeno canídeo, bastante meigo,carinhoso e inofensivo, pobrezinho apenas tem um defeito é viciado em droga, por isso apelo a quem o encontrar, que lhe dê a dose, pois o pobre animal deve estar jà ressacado.

Para os Pequenitos

Ora como os mais pequenos também merecem aqui vai uma história: O Cão Baltazar Era uma vez um cão; chamava-se Baltazar. Certo dia, Baltazar estáva a passear e encontra um gato: - Olá gato! Estás bom? - Que é caralho? Conheço-te foda-se? E nisto, o gato deu uma sova ao cão mantando-o. Moral: Se saíres à rua, não fales com estranhos.