A Inocência Humana - Capítulo da Bendita Ignorância
Entre o Caos e a Desordem, entre o Absurdo e o Disparatado. Na procura permanente do Absoluto. É aqui o espaço das mais amplas liberdades. Da crítica feroz sem limites. Da sátira sem piedade. Da masturbação ideológica, política, linguística e literária. Onde não existem certezas. Nem incertezas. Aqui caminha-se sempre no fio da navalha. Entra e fica por cá. Entre a Pevide e o Pudim. Seja lá o que isso for.
Olá Pessoal A história que vos vou contar aconteceu este domingo 24/07 em Guadalupe, essa bela localidade nos arredores de Évora. Ora como já alguns sabem, eu ando a trabalhar com uma companhia de teatro, o Pim Teatro, de Évora, num espectáculo de rua que se chama a Máquina do Tempo em que se cria a ilusão de que alguém, depois e uma selecção tipo consurso televisivo, viaja no tempo. Ora no domingo já com o espectador selecionado dentro da máquina, uma velhota, aflita, começou a gritar:Ai o meu netinho, pra onde levam o meu netinho!!!!! Ele já não volta!!! Traga-me o meu netinho!!!! Ao que lá lhe fomos explicar e mostar, ao fim do espetáculo que tudo não passa de uma encenação que ninguém viaja no tempo, etc.... Para mim o que ficou na retina foi que, felizmente ainda existe essa quimera, essa verdadeira inoçência humana que já tão raramente se testemunha nos dias de hoje, principalmente nos grandes aglomerados urbanos. Entretanto se quiserem deêm um salto a www.flickr.com e vejam algumas fotos gentilmente cedidas pela minha amiga Sónia de Beja que esteve em Serpa a ver os Sons de Cá
Uma imagem de rara beleza, digo eu! :)
Era uma vez uma colónia de pirilampos onde o principal objectivo era trabalhar para criar espaços limpos e agradáveis. Estes lindos e cintilantes bichinhos saem todas as manhãs da colónia divididos em grupos, cavalgando estranhas bestas de pés metálicos e empunhando estranhos objectos pontiagudos e farfalhudos. Se saírmos cedinho de casa ainda podemos observar a actividade destes pouco saltitantes bichinhos. Por onde passam podemos ver vestígios da sua actividade, em certos locais juntam pequenos montes de pedras e folhas por razões ainda hoje desconhecidas. Noutros locais podemos ver os pirilampos da infataria com os tais objectos farfalhudos que utilizam para alimentar as suas bestas negras com rédeas de metal. Estes bichos cintilantes reduzem 96% da sua actividade por volta das 10h da manhã para ultilizarem os outros 4% na alimentação. Como têm um estômago muito grande a sua alimentação é extremamente demorada e fatigante, esgontando quase todas as suas reservas energéticas, mas o que vale a estes bichinhos é que após o final da primeira refeição já são horas da próxima. E lá vão eles novamente nas suas bestas com pernas de metal de volta à colónia. Esta refeição também é muito demorada e todos os pirilampos comem juntos partilhando novidades entre si. O resultado é a criação das chamadas "bisborrices" utilizadas mais frequentemente pelos pirilampos fêmea. À tarde eles voltam ao antigo posto da manhã mas como a partilha das "bisborrices" o trabalho do pirilampo é reduzido a 80%. Ao fim do dia os pirilampos cintilantes voltam à colónia e levam as suas bestas para os estábulos. Eles recolhem-se agora nas suas tocas pois amanhã será um novo dia. Embora a maior parte desta espécie esteja aqui descrita existem alguns pirilampos bastante trabalhadores que asseguram o aspecto dos nossos espaços. O diário dos bichos
Olá pessoal, este é o meu primeiro post neste blog, por isso, a ver se não estranham, mas tenho a tendência a incitar revoltas em relação a casos da nossa sociedade, por isso, proponho um texto que li no Público de hoje 20/07/2005 intitulado Cabecinhas Pensadoras. E diz o Texto: "Eles autodenominam-se grupo "Pensar Bem", e que bem que eles pensam! Pensam tão bem e tanto que as suas próprias cabeças não lhes chegam para pensar: até querem pensar pelas cabeças dos outros, claro, não pensam bem. Os outros pensam mal. Os outros, a bem dizer, se calhar nem pensam: têm (diz o grupo que "pensa bem") muita confusão naquelas cabecinhas, e , se ouvem umas ideias mais frescas, ainda com mais confusão ficam. O que lhes vale, então, é que os tais do Pensar Bem decidem pensar por eles... Mais: decidem mesmo decidir por eles, porque os que não pensam bem também não decidem bem, coitados, precisam de mentes iluminadas que lhes indiquem os supostos caminhos do Senhor- caminhos que só eles, os do Pensar Bem, autenticamente conhecem. Confuso?... Vamos por partes. Numa recente entrevista ao Público o padre Vitor Feytor Pinto admitiu que, em circunstâncias excepcionais, o uso do preservativo se justificaria: quando se tratasse de, por exemplo, impedir a propagação da sida, ou seja, quando se tratasse de não matar (porque a sida, não sei bem quem pensa bem, mata). É o mínimo que se pode defender não é?... E, embora a Igreja "oficial" continue avessa a todas a excepções - insistindo na solução da abstinência e, assim, pregando aos peixes - , o certo é que a opinião do padre Feytor Pinto não é exactamente uma voz isolada. Outras (poucas...) vozes da hierarquia católica têm revelado esse mínimo de abertura que decorre do mais elementar bom senso e de um genuíno amor à vida. Esperar-se-ia que todos os cristãos com o mesmo bom senso e genuíno amor à vida concordassem. Mas não. Nem todos. O tal grupo que se intitula Pensar Bem acha que não, que isso...nem pensar!Vai daí, pôs a cisrcular na Net uma carta de denúncia de "desvios" do padre Feytor Pinto, apelando a que o maior número possível de pessoas a subscrevesse e enviasse pra o Vaticano (eram até fornecidos os e-mails), decerto para ver se Roma puxa as orelhas a este seu (in)fiel e, eventualmente, o excumunga- que a coisa não deve ser para menos. Os tais do Pensar Bem têm "muita pena" que o padre Feytor Pinto tenha proferido aquelas "afirmações controversas" pois elas "podem suscitar confusão em muitas consciências, já bastante confusas" ou "até encaminhá-las por sendas gravemente erradas". Lá está: aquleas cabecinhas pensadoras estão preocupadíssimas com o facto de algum cristão poder, a certa altura, considerar a hipótese de usar um preservativo para impedir a transmissão da sida! Onde é que isto vai parar... Se começa tudo a pensar pela sua cabeça e a decidir o que acha melhor, é o caos! Ah, o padre Feytor Pinto também disse que é difícil considerar criminosa uma mulher que, tendo engravidado na sequencia de uma violação, e não tendo sido capaz de encontrar outra saída para o seu drama, decida interromper a gravidez. Imagine-se o despautério do clérigo... Pensando bem, à fogueira com ele!" Joaquim Fidalgo . in Público 20 Jul 2005 E querem eles fazer de Portugal um país moderno? Pergunto eu!!!!???!!! Até já
Ora viva! Esta hitória que aqui vou partilhar convosco, passou-se com um jovem meu conhecido, tendo sido ele a informar-me do caso. O cenário é, pois então, a já tão conhecida cidade-de-ocurrencias-suspeitas... a cidade de Évora. O "acontecimento" foi o seguinte: Numa noite quente de Primavera, após um serão e um tempo mais metidos em bares e afins, a emborcar umas bejecas e tal, o referido jovem e um amigo, prestes a mudar de poiso ou a ir para casa, estão na rua quando sentem uma vontade de aliviar a bexiga. Ora devido às faculdades corpurais do sexo masculino, o lucal para tal tarefa não era dificil de se encontrar - neste caso, foi uma parede qualquer da rua onde estavam. Ali estão eles, descansados, cada um na sua.... quando, de repente, sentem um vulto de algo ou alguem atrás de si. "Mas que raio...?" deverão ter pensado, pelo menos algo assim, e voltaram as cabeças para ver que coisa era. E essa coisa era... um senhor, de alguma idade, que se dirigia para eles, todo sorridente. E foi aqui que aconteceu algo desconsertante; o velhote, cada vez mais perto, partiu para a verbalização e abordou-os somente com uma pergunta, mas capaz de gerar o pânico,pois simpático e risonho disse-lhes: "Os meninos estão sozinhos??" Pois "os meninos", alarmados e algo assustados com tão simples mas suspeita pergunta, "arrumaram-se" o mais rápido possivel e puseram-se a milhas! Se era mera preocupação ou um garanhão gay dos anos 30... só o velhote o sabe, pois quem pôde saber não ficou para descobrir...! Enifm, coisas de Évora... até uma próxima!