Quinta-feira, Julho 28, 2005

A Inocência Humana - Capítulo da Bendita Ignorância

Por falar em inocência humana e se o vizinho Zeps me permite, aqui vai um post pequenino que fala simplesmente da ignorância infantil que O Poeta tanto anseava possuir:
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Um dia destes, enquanto visitava curiosamente uma escavação arqueológica, reparei que não era a única, estava a ser perseguida por uma simpática família que também queria ver "os buraquinhos que aqueles meninos andavam a fazer"... até aqui, nada de muito estranho, já os turistas adoram andar em grupo! Quando nos aproximámos das sondagens ("buraquinhos") o Pai diz para o filhote "anda cá ver, filho, é tão bonito" ao que o filho responde com cara de enjoado "os xenhores 'tão a fajeri o quê?", o Pai, comovido pela sede de conhecimento do petiz, responde que "estão a descobrir as casas das pessoas antigas" ao ouvir tal resposta o pequenito torce o nariz solta a frase mais inocente que já ouvi "atão ax pexoas antigas viviam debaixo da terra?!". Aqui acaba a minha pequena história que, por acaso, também aconteceu em Montemor! Será que era isto que Pessoa queria?!
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Tenho dito!

Quarta-feira, Julho 27, 2005

Bófias Panhonhas, Mulher Espancada e um Miúdo Atrapalhado num Cenário Surreal

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Numa noite de Primavera, meio fria, meio quente, eu e mais dois marmanjos (o profeta desastrado e o soldado da Brigada Ligeira) vínhamos do cinema depois de vêr o Constantine. O filme não é nada mau, envolto na temática dos exorcismos e afins, com uma pitada de heroísmo pelo meio. Saímos de lá todos envoltos em mistério e quer um gajo queira, quer não, acaba por vir a pensar sempre nas merdas do filme...
Acabados de sair do jardim novo, entrámos no meu bairro que nessa noite se encontrava em festa, já nem me lembro porquê. Com a música pimba a ecoar pela cidade inteira, começámos a ouvir uns ruídos fora do normal, tipo estilhaçar de qualquer loiça ou sei lá. Ora com noite de festa no bairro ocorreu-nos que devia ser algo como uma briga de cotas com o sangue a transbordar em álcool lá para a zona da festa.
A nossa surpresa começou quando no meio daquilo começámos a ouvir uns berros enormes de uma mulher: "Socorro!!!(...)Acuuudam!!!" Ficámos logo aparvalhados, seria algum marido bêbado a espancar a mulher? Que raio era aquela merda? Ouviam-se pancadas de morte em uníssono com os gritos, como se tivessem a espetar o corpo da mulher contra tudo quanto era parede. O som vinha de uma das casas logo ali ao princípio do bairro, e nós ali estavamos impotentes contra aquilo.
Não se via ninguém por perto que pudesse ajudar além de duas mulheres que estavam enfiadas dentro de um carro no lado da rua oposta. Ambas riam como umas malucas, seria aquilo uma conspiração contra a pobre moça? Estou a variar, acho que não, como tinham os vidros fechados não deviam estar a ouvir. Nós sem querermos dar muito nas vistas decidimos telefonar para o 112. Telefonei e atendeu-me um homem e eu expliquei o que continuava a soar naquelas ruas. O homem parvalhão como sei lá o quê, em vez de me fazer a ligação para a GNR ditou-me o número e por acaso até o decorei. A mulher podia estar a morrer ali dentro e o totó ainda me estava a ditar números. Lá desliguei e telefonei para a guarda. Voltei a explicar o que se estava a passar e o homem perguntou-me quem eu era, essencial ein? Disse com os nervos em franja que era um mero miúdo que ali ía a passar... os outros dois partiram o caco a rir e o guarda disse que ía enviar imediatamente uma unidade móvel para o local. Nós descemos a rua para que não fossemos ligados àquilo, imagine-se que ainda dava bronca para o nosso lado ou sei lá?!
Bem, esperámos e esperámos e passados uns dez minutos ainda estavamos à espera dos guardas! Seria possível? O posto da guarda não ficava nem a dez minutos a pé, quanto mais de carro! Lá apareceram passados quinze minutos, todos descansadinhos e o melhor, pelo lado precisamente contrário ao que eu lhes tinha indicado! Além de lentos, são burros! Pararam o jipe ao lado da dita festa, como se não houvesse por ali nenhum problema, ficaram no carrinho, fumaram um cigarrinho e passados outros dez minutos lá se decidiram a subir com o jipe. Pensava eu que eles tinham ido finalmente ver o "local do crime", qual quê! Mal lá chegámos já nem havia pista de guardas onde fosse!!! Se tivesse alguém para morrer espancado naquela casa tinha morrido e pronto...
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Acabei por saber que a mulher, uma velhota, se safou... Guardas dum cabrão!!!

Terça-feira, Julho 26, 2005

A Inocência Humana - Um episódio verídico

Olá Pessoal A história que vos vou contar aconteceu este domingo 24/07 em Guadalupe, essa bela localidade nos arredores de Évora. Ora como já alguns sabem, eu ando a trabalhar com uma companhia de teatro, o Pim Teatro, de Évora, num espectáculo de rua que se chama a Máquina do Tempo em que se cria a ilusão de que alguém, depois e uma selecção tipo consurso televisivo, viaja no tempo. Ora no domingo já com o espectador selecionado dentro da máquina, uma velhota, aflita, começou a gritar:Ai o meu netinho, pra onde levam o meu netinho!!!!! Ele já não volta!!! Traga-me o meu netinho!!!! Ao que lá lhe fomos explicar e mostar, ao fim do espetáculo que tudo não passa de uma encenação que ninguém viaja no tempo, etc.... Para mim o que ficou na retina foi que, felizmente ainda existe essa quimera, essa verdadeira inoçência humana que já tão raramente se testemunha nos dias de hoje, principalmente nos grandes aglomerados urbanos. Entretanto se quiserem deêm um salto a www.flickr.com e vejam algumas fotos gentilmente cedidas pela minha amiga Sónia de Beja que esteve em Serpa a ver os Sons de Cá Uma imagem de rara beleza, digo eu! :)

Sábado, Julho 23, 2005

A vida de um Pirilampo

Era uma vez uma colónia de pirilampos onde o principal objectivo era trabalhar para criar espaços limpos e agradáveis. Estes lindos e cintilantes bichinhos saem todas as manhãs da colónia divididos em grupos, cavalgando estranhas bestas de pés metálicos e empunhando estranhos objectos pontiagudos e farfalhudos. Se saírmos cedinho de casa ainda podemos observar a actividade destes pouco saltitantes bichinhos. Por onde passam podemos ver vestígios da sua actividade, em certos locais juntam pequenos montes de pedras e folhas por razões ainda hoje desconhecidas. Noutros locais podemos ver os pirilampos da infataria com os tais objectos farfalhudos que utilizam para alimentar as suas bestas negras com rédeas de metal. Estes bichos cintilantes reduzem 96% da sua actividade por volta das 10h da manhã para ultilizarem os outros 4% na alimentação. Como têm um estômago muito grande a sua alimentação é extremamente demorada e fatigante, esgontando quase todas as suas reservas energéticas, mas o que vale a estes bichinhos é que após o final da primeira refeição já são horas da próxima. E lá vão eles novamente nas suas bestas com pernas de metal de volta à colónia. Esta refeição também é muito demorada e todos os pirilampos comem juntos partilhando novidades entre si. O resultado é a criação das chamadas "bisborrices" utilizadas mais frequentemente pelos pirilampos fêmea. À tarde eles voltam ao antigo posto da manhã mas como a partilha das "bisborrices" o trabalho do pirilampo é reduzido a 80%. Ao fim do dia os pirilampos cintilantes voltam à colónia e levam as suas bestas para os estábulos. Eles recolhem-se agora nas suas tocas pois amanhã será um novo dia. Embora a maior parte desta espécie esteja aqui descrita existem alguns pirilampos bastante trabalhadores que asseguram o aspecto dos nossos espaços. O diário dos bichos

Quarta-feira, Julho 20, 2005

CABECINHAS PENSADORAS

Olá pessoal, este é o meu primeiro post neste blog, por isso, a ver se não estranham, mas tenho a tendência a incitar revoltas em relação a casos da nossa sociedade, por isso, proponho um texto que li no Público de hoje 20/07/2005 intitulado Cabecinhas Pensadoras. E diz o Texto: "Eles autodenominam-se grupo "Pensar Bem", e que bem que eles pensam! Pensam tão bem e tanto que as suas próprias cabeças não lhes chegam para pensar: até querem pensar pelas cabeças dos outros, claro, não pensam bem. Os outros pensam mal. Os outros, a bem dizer, se calhar nem pensam: têm (diz o grupo que "pensa bem") muita confusão naquelas cabecinhas, e , se ouvem umas ideias mais frescas, ainda com mais confusão ficam. O que lhes vale, então, é que os tais do Pensar Bem decidem pensar por eles... Mais: decidem mesmo decidir por eles, porque os que não pensam bem também não decidem bem, coitados, precisam de mentes iluminadas que lhes indiquem os supostos caminhos do Senhor- caminhos que só eles, os do Pensar Bem, autenticamente conhecem. Confuso?... Vamos por partes. Numa recente entrevista ao Público o padre Vitor Feytor Pinto admitiu que, em circunstâncias excepcionais, o uso do preservativo se justificaria: quando se tratasse de, por exemplo, impedir a propagação da sida, ou seja, quando se tratasse de não matar (porque a sida, não sei bem quem pensa bem, mata). É o mínimo que se pode defender não é?... E, embora a Igreja "oficial" continue avessa a todas a excepções - insistindo na solução da abstinência e, assim, pregando aos peixes - , o certo é que a opinião do padre Feytor Pinto não é exactamente uma voz isolada. Outras (poucas...) vozes da hierarquia católica têm revelado esse mínimo de abertura que decorre do mais elementar bom senso e de um genuíno amor à vida. Esperar-se-ia que todos os cristãos com o mesmo bom senso e genuíno amor à vida concordassem. Mas não. Nem todos. O tal grupo que se intitula Pensar Bem acha que não, que isso...nem pensar!Vai daí, pôs a cisrcular na Net uma carta de denúncia de "desvios" do padre Feytor Pinto, apelando a que o maior número possível de pessoas a subscrevesse e enviasse pra o Vaticano (eram até fornecidos os e-mails), decerto para ver se Roma puxa as orelhas a este seu (in)fiel e, eventualmente, o excumunga- que a coisa não deve ser para menos. Os tais do Pensar Bem têm "muita pena" que o padre Feytor Pinto tenha proferido aquelas "afirmações controversas" pois elas "podem suscitar confusão em muitas consciências, já bastante confusas" ou "até encaminhá-las por sendas gravemente erradas". Lá está: aquleas cabecinhas pensadoras estão preocupadíssimas com o facto de algum cristão poder, a certa altura, considerar a hipótese de usar um preservativo para impedir a transmissão da sida! Onde é que isto vai parar... Se começa tudo a pensar pela sua cabeça e a decidir o que acha melhor, é o caos! Ah, o padre Feytor Pinto também disse que é difícil considerar criminosa uma mulher que, tendo engravidado na sequencia de uma violação, e não tendo sido capaz de encontrar outra saída para o seu drama, decida interromper a gravidez. Imagine-se o despautério do clérigo... Pensando bem, à fogueira com ele!" Joaquim Fidalgo . in Público 20 Jul 2005 E querem eles fazer de Portugal um país moderno? Pergunto eu!!!!???!!! Até já

Terça-feira, Julho 19, 2005

O velhinho... preocupado?!

Ora viva! Esta hitória que aqui vou partilhar convosco, passou-se com um jovem meu conhecido, tendo sido ele a informar-me do caso. O cenário é, pois então, a já tão conhecida cidade-de-ocurrencias-suspeitas... a cidade de Évora. O "acontecimento" foi o seguinte: Numa noite quente de Primavera, após um serão e um tempo mais metidos em bares e afins, a emborcar umas bejecas e tal, o referido jovem e um amigo, prestes a mudar de poiso ou a ir para casa, estão na rua quando sentem uma vontade de aliviar a bexiga. Ora devido às faculdades corpurais do sexo masculino, o lucal para tal tarefa não era dificil de se encontrar - neste caso, foi uma parede qualquer da rua onde estavam. Ali estão eles, descansados, cada um na sua.... quando, de repente, sentem um vulto de algo ou alguem atrás de si. "Mas que raio...?" deverão ter pensado, pelo menos algo assim, e voltaram as cabeças para ver que coisa era. E essa coisa era... um senhor, de alguma idade, que se dirigia para eles, todo sorridente. E foi aqui que aconteceu algo desconsertante; o velhote, cada vez mais perto, partiu para a verbalização e abordou-os somente com uma pergunta, mas capaz de gerar o pânico,pois simpático e risonho disse-lhes: "Os meninos estão sozinhos??" Pois "os meninos", alarmados e algo assustados com tão simples mas suspeita pergunta, "arrumaram-se" o mais rápido possivel e puseram-se a milhas! Se era mera preocupação ou um garanhão gay dos anos 30... só o velhote o sabe, pois quem pôde saber não ficou para descobrir...! Enifm, coisas de Évora... até uma próxima!

Segunda-feira, Julho 18, 2005

As cartas de Joe Indio - O Inicio

Saudações cambada,
A pedido de uns colegas de blog, o velho trooper està de volta para vos contar uma historia. É uma historia verídica que relata a vida e obra do maior mestre da taradice, Joe Indio. As historias que vou vos contar são baseadas em relatos, boatos e mais umas cenas, mas primeiro vou vos deixar uma pequena introdução do personagem principal, heroi, ou o que lhe quiserem chamar.
Ora bem, Joe Indio, nasceu algures em Portugal, de certeza que foi no século XX, filho de um pai e de uma mãe. O seu pai, provavelmente, era um homem duro para com o seu filho e deu -lhe uma boa educação, levando o seu filho a frequentar as melhores tascas, tabernas e prostitutas, ensinando-lhe quais os melhores vinhos, cervejas, etc, em suma, tudo o que o Joe necessitava para ter um bom futuro.
A sua mãe, era uma mulher facil e moderna, era ela que punha o pão na mesa do pequeno Joe, nunca saía de sua casa e passava os seus dias na cama, segundo alguns boatos, fazendo ginastica.
Esta pequena familia vivia numa linda casa, construida pelos melhores materiais que se podiam encontrar no lixo, no ferro-velho, ou até mesmo nas casas dos vizinhos e redondezas.
Em relação à sua infância, Joe nunca teve amigos, principalmente amigas e muito menos namorada. Para além do seu dom como tarado aumentar a cada dia que passava, o seu rosto começava também a mudar, tornando-se nojento e asqueroso.
O Joe não podia ser mais feliz, estava a tornar-se um grande tarado, as suas qualidades desde logo despertaram o interesse de grandes figuras publicas, tais como o Pinto da Costa, que o queria contratar para o lugar de mascote do FCP, mas Joe recusou, manteve-se fiel à sua profissão, tarado sexual.
Quando finalmente estava a passar de criança para adolescente, algo inesperado aconteceu na sua pacata vida, o seu cabelo começara a cair e estranhos altos ou matulos cresceram na sua asquerosa testa. Joe estava cada vez mais desfigurado e desesperado, a sua auto-confiança diminuia, suicidio ocupava-lhe os pensamentos, quando algo inesperado aconteceu.
Bem, o resto da historia fica para o proximo post,
Até Cambada.

Sábado, Julho 16, 2005

Chatos... ou apenas uma mera vontade de coçar os tintins

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Qual é o homem que em toda a sua vida, cheia de precalços e dissabores, não teve uma daquelas vontades incontroláveis de coçar o tomatinho esquerdo? E qual é o homem, a quem isto nunca lhe aconteceu no meio da rua, rodeado de gajas jeitosas? A resposta é que não existe um único a quem isto não lhe tenha acontecido, e por isso, nós homens começámos a desenvolver técnicas de uma inteligência que as mulheres nem pensam que possuímos. Recorrendo a recursos simples como por exemplo, o uso de um complexo sistema de sombras e luzes, permitindo-nos inserir uma mãozita no bolso, coçar o tomatito, e permanecer despercebido à mulher comum. No entanto, coexistindo com a humanidade de homens supra-desenvolvidos na arte de coçar o tomate existem outros que se mantém bastante pré-históricos na mesma. Este é o relato de um encontro imediato com um destes seres...
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Évora - Montemor-o-Novo, Algures em Março de 2005
Era o príncipio da Primavera, as flores começavam a brotar no meio da secura do Alentejo, e no meio disto os animais começavam igualmente a brotar no seu mais ínfimo espírito animalesco. Por todo o caminho se viam bois e vacas a acasalarem como se aquela fosse a primeira vez que se viam ali nús e que de tal entusiasmo acabava por não dar por resistir. Mas não foi das vacas e dos bois que eu vos vim aqui falar...
Eu e o colega das mais estranhas e variadas peripécias, o Odin, vinhamos de autocarro após um daqueles dias de Universidade igual a tantos outros, seco e prolongado. Como vinha um bocado cansado, decidi desanuviar um bocadito, puxei da mochila, tirei o discman e ouvi uma metaladazita dos chefes (Iron Maiden) e fiquei no meu banco a olhar para a paisagem e para os bovídeos no shloc-shloc. O Odin, que vinha ao meu lado, dá-me uma cotovelada daquelas de quem acaba de ver algo mesmo muito estranho...
Na fila de bancos oposta à nossa vinha um homem barrigudo, daqueles com cara de quem come toucinho e pão logo pela manhã, sebento e gorduroso a "falar", ou melhor a grunhir. Como o marmanjo ía encostado ao vidro com o braço, o Odin pensou que ele fosse a falar ao telemóvel, o pior foi quando baixou o braço e começou a coçar os ditos cujos!!!
- Ãe...Hum...Ahh...- Os grunhidos continuavam e era impossível não se ouvir aquilo naquela zona do autocarro, as moçoilas que íam à frente do homem olharam para trás e imediatamente se voltaram para a frente com um ar bastante aflito. Não era de admirar pois o homem não se conteve sequer e continuou a coçar a tomateira. Pior foi mesmo quando os grunhidos aumentaram e o gorduroso passou igualmente a coçar o resto do material, parecendo mesmo mais um estimular do que um coçar...
Aquilo continuou até chegar a Montemor, na cara de todos os passageiros se notava uma feição aflita e atormentada. O autocarro chegou e não olhámos mais para trás. Mais uma viagem de Évora, mais um fenómeno (par)anormal...

Sexta-feira, Julho 15, 2005

As gordas, os maridos e o sexo... na cidade

Montemor passou a ser, de repente, uma terra de mulheres gordas, manhosas e a cheirarem a sovaco. Eu explico: todas as noites, dezenas de mulheres, nossas conterrâneas, todas bem nutridas, a dar para o gordíssimo, arrastam os pobres dos maridos em passeios pela cidade, com o objectivo único de ficarem mais magras, mais elegantes, mais bonitas, em suma. Só que... nunca ficam. Mas o estúpido da questão é que pensam que ficam... Cruzam-se pelas ruas, gritam, falam, contam as últimas e eles, coitados, ali estão, a fazerem sorrisos parvos, de mãos nos bolsos, a coçar as bolas, à espera de continuar viagem. As caras deles inspiram dó. Queriam ficar a ver a bola. NÃO!!! Queriam ficar a ver um filme. NÃO!!! Queria ficar a coçar os tomates deitados no sofá. NÃO!!! E, assim, Montemor transformou-se estupidamente numa terra onde, à noite, em vez de umas miúdas boas de encher o olho, só se vislumbram gajas gordas, anafadas, com as coxas a roçarem uma na outra a fazer tzz-tzz, techaloc, techaloc, estéricas, cheias de varizes, à espera de dias melhores, acompanhadas por tipos que parecem uns canitos atrás do "osso".
Não percebo porquê tanto sacrifício. Será a recompensa uma noite de amor com a sua gorda, a cheirar mal do sovaco, depois de uma volta à cidade em 30 minutos???
Quem nunca comeu linguado, pensa que a solha é o melhor peixe do mundo.

Quinta-feira, Julho 14, 2005

Pois é...

Perguntámos á Condolezza sobre o que ela achava do Bush... ...vejam a reacção

Quinta-feira, Julho 07, 2005

Excursão à Casa de Banho

O sexo feminino é algo verdadeiramente incompreensível, quando nós pensamos que estamos a conseguir entrar na mente delas, arranjam logo maneira de deitar tudo a baixo e nos deixar naquele estado denominado no seio de povo de "às aranhas". Nós bem tentamos mas simplesmente não dá para perceber e pronto!
Um dos fenómenos femininos mais estranhos e bizarros é sem dúvida a excursão à casa de banho, termo proposto por cientistas altamente patenteados... pronto, fui eu que arranjei o nome. De certeza que se lembram daqueles dias em que andavam na escola primária e que as meninas, nossas inimigas naquela altura, se juntavam aos molhos e partiam todas numa demanda à casa de banho. Aquilo não cabia na cabeça de ninguém, mas afinal de contas, eram raparigas. A coisa passava e os anos passavam também. Incrível era o facto deste estranho hábito não passar nem por nada, e as moçoilas insistiam em ir todas juntas à casa de banho fazer sabe-se lá o quê?
A coisa passava novamente, pensavamos nós: "É da idade!" mas talvez não fosse... Sim! Porque afinal de contas, continuamos a assistir a inúmeras quatidades de senhoras a irem aos enxames à casa de banho na sua "missão secreta"! E aquela pergunta que nos constrange e a qual nunca na vida seríamos capazes de fazer a outro gajo: "Queres vir comigo à casa de banho?" Que é isto? Isto cabe na cabeça de alguém? Isto não será o mesmo que perguntar: "Queres-me vir fazer companhia a mijar?" ou mesmo uma "Queres vir partilhar uma mijinha comigo?". E depois o facto de partilhar as nossas mais íntimas, nojentas mas necessárias necessidades deixa-me algo constrangido. Eu pelo menos prefiro arrear o calhau ou mudar a água às azeitonas sossegadito no meu lugar...
Alguém me explica este fenómeno? Algum maluco que tenha entrado com elas por engano? Ou mesmo alguma participante destas excursões bizarras? Senão vejo-me obrigado a enfiar-me eu com elas lá para dentro numa missão ultra secreta...
P.S.: Perdoem-me aquelas mulheres que não se incluem nestas excursões... :) ...
Me Aguardem...

Domingo, Julho 03, 2005

Caixa de Correio da Pevide: Apenas uma questão de saúde

Vá lá pessoal tudo a fazer exercicio...eu até preciso de perder umas banhas:)